A corrida pelo Governo de São Paulo ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (24), com a divulgação de uma pesquisa Real Time Big Data que coloca o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em posição confortável na disputa pela reeleição. No cenário estimulado, Tarcísio aparece com 52% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad (PT) registra 35%, uma diferença de 17 pontos percentuais.
Se o resultado da pesquisa se confirmasse nas urnas, Tarcísio venceria a eleição para o Governo de São Paulo ainda no primeiro turno. O levantamento ouviu 2 mil eleitores entre os dias 19 e 22 de agosto e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-01347/2026.
O resultado reforça uma tendência já observada em outros levantamentos recentes: Tarcísio mantém vantagem significativa sobre Haddad na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, enquanto o candidato petista tenta reduzir a distância ao longo da campanha.
Tarcísio chega a 52% e abre 17 pontos sobre Haddad
No cenário estimulado da pesquisa, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, os números ficaram assim:
- Tarcísio de Freitas (Republicanos): 52%
- Fernando Haddad (PT): 35%
- Vivian Mendes (UP): 1%
- Outros candidatos: 1%
- Branco/nulo: 5%
- Não sabe ou não respondeu: 6%
A vantagem de Tarcísio sobre Haddad chega, portanto, a 17 pontos percentuais. O governador aparece acima da marca de 50% mesmo antes da retirada dos votos brancos, nulos e dos eleitores indecisos.
O levantamento também mostra uma concentração bastante elevada da disputa nos dois principais candidatos. Juntos, Tarcísio e Haddad somam 87% das intenções de voto no cenário estimulado. Os demais nomes aparecem muito distantes dos dois primeiros colocados.
Pesquisa indica vitória de Tarcísio no primeiro turno
O dado que mais chama atenção no levantamento é justamente a possibilidade de uma vitória de Tarcísio no primeiro turno.
Com 52% das intenções de voto no cenário estimulado, o governador ultrapassa a metade dos votos mesmo considerando o conjunto da amostra. Em uma eleição para governador, a vitória em primeiro turno ocorre quando um candidato obtém mais da metade dos votos válidos.
A pesquisa, naturalmente, representa um retrato do momento eleitoral e não uma previsão definitiva do resultado das urnas. Ainda faltam semanas para a votação, e mudanças na campanha, debates, propaganda eleitoral, alianças e acontecimentos políticos podem alterar a preferência do eleitorado.
Mesmo assim, a distância registrada pelo levantamento representa um cenário favorável para o atual governador.
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Cenário espontâneo mostra eleitorado ainda em formação
Embora Tarcísio apareça com 52% no cenário estimulado, o resultado da pesquisa espontânea revela uma realidade diferente: ainda existe uma parcela expressiva do eleitorado que não definiu sua escolha.
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Tarcísio aparece com 21%, enquanto Haddad registra 9%. Guilherme Boulos e Simone Tebet aparecem com 1% cada, enquanto outros nomes somam 3%.
O dado mais expressivo, porém, é o percentual de entrevistados que ainda não sabe em quem votar: 58%. Outros 7% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo.
Esse contraste é importante para compreender o estágio atual da eleição. Embora Tarcísio tenha uma vantagem ampla quando os nomes são apresentados, uma parcela significativa dos eleitores ainda não manifesta espontaneamente uma preferência.
Haddad enfrenta o desafio de diminuir a distância
Para Fernando Haddad, os números representam um desafio importante. O candidato do PT aparece 17 pontos atrás de Tarcísio no cenário estimulado e precisa conquistar uma parcela relevante do eleitorado para transformar a atual configuração da disputa.
Haddad, entretanto, tem afirmado que a campanha ainda pode mudar o cenário. Nos últimos dias, o petista passou a enfatizar temas como educação, emprego, segurança pública e desenvolvimento econômico, ao mesmo tempo em que busca ampliar seu diálogo com diferentes setores do eleitorado paulista.
Em declaração recente, Haddad também afirmou que pretende conquistar parte do eleitorado identificado com o bolsonarismo. O candidato reconheceu que precisa virar votos para aumentar sua competitividade na eleição.
A estratégia indica que a campanha petista deverá buscar não apenas consolidar o eleitorado de esquerda, mas também alcançar eleitores independentes e segmentos que atualmente demonstram preferência por Tarcísio.
Segundo turno também mostra vantagem para Tarcísio
A pesquisa Real Time Big Data também testou uma eventual disputa direta entre Tarcísio e Haddad em um segundo turno.
Nesse cenário, o governador aparece novamente à frente, com 54% das intenções de voto, contra 36% de Haddad. Brancos e nulos somam 5%, enquanto outros 5% não sabem ou não responderam.
A diferença chega a 18 pontos percentuais, ligeiramente superior aos 17 pontos observados no primeiro turno. O resultado mostra que, mesmo com a concentração da disputa entre apenas dois candidatos, Tarcísio continua apresentando vantagem significativa.
Isso significa que, no retrato apresentado pela pesquisa, a retirada dos candidatos menores não provocaria uma mudança suficiente para aproximar Haddad do governador.
Rejeição pode ser um fator decisivo na campanha
Outro dado relevante diz respeito à rejeição dos candidatos.
Segundo o levantamento, 38% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em Haddad, enquanto 31% apresentam a mesma posição em relação a Tarcísio.
A diferença de sete pontos mostra que Haddad enfrenta atualmente um nível maior de resistência eleitoral. Em uma campanha longa, porém, índices de rejeição podem mudar conforme os candidatos passam a ser mais conhecidos, as campanhas intensificam os ataques e novos temas entram no debate público.
Para o candidato petista, portanto, o desafio não é apenas aumentar as intenções de voto, mas também reduzir a resistência de eleitores que hoje descartam seu nome.
Resultado acompanha vantagem apontada por outros levantamentos
A pesquisa Real Time Big Data não é o único levantamento recente a mostrar Tarcísio à frente de Haddad.
Pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto apontou 45% para Tarcísio e 27% para Haddad no cenário de primeiro turno. Na distribuição dos votos válidos, Tarcísio chegaria a 52%, percentual que também indicaria possibilidade de vitória já na primeira etapa.
O mesmo levantamento mostrou Tarcísio com 54% contra 35% de Haddad em uma eventual disputa de segundo turno.
Embora as metodologias e períodos de coleta sejam diferentes, os dois levantamentos apresentam um ponto em comum: Tarcísio aparece na liderança e com vantagem relevante sobre Haddad.
Isso dá maior peso ao cenário atual, embora pesquisas eleitorais não possam ser tratadas como resultado antecipado da eleição.
O que os números significam para a eleição de São Paulo
A fotografia eleitoral desta segunda-feira mostra Tarcísio em uma situação confortável, mas não elimina a disputa.
O principal ponto de atenção está no elevado número de eleitores que ainda não definiram espontaneamente seu voto. A campanha eleitoral pode provocar alterações importantes na preferência do eleitorado, principalmente à medida que os candidatos ampliam a exposição pública e apresentam propostas mais detalhadas.
Para Tarcísio, o desafio passa a ser preservar a vantagem e evitar que acontecimentos políticos ou mudanças na avaliação do governo alterem o cenário.
Para Haddad, a missão é mais complexa: reduzir uma diferença de 17 pontos, ampliar sua presença entre eleitores indecisos e diminuir a rejeição registrada pela pesquisa.
A eleição ainda está em andamento e, portanto, os números devem ser interpretados como um retrato do momento, não como uma confirmação antecipada do resultado.
A nova pesquisa mostra Tarcísio liderando a disputa pelo Governo de São Paulo com 52%, contra 35% de Fernando Haddad. A vantagem de 17 pontos coloca o governador em uma posição que, caso fosse mantida até a votação, permitiria uma vitória de Tarcísio no primeiro turno.
O levantamento também aponta vantagem do governador em um eventual segundo turno, com 54% contra 36%, além de uma rejeição menor que a de Haddad.
Apesar da vantagem expressiva, a eleição ainda não está decidida. O elevado percentual de eleitores sem preferência espontânea mostra que existe espaço para mudanças durante a campanha. O desempenho dos candidatos, os debates, as propostas e os acontecimentos políticos das próximas semanas poderão influenciar o comportamento do eleitorado.
Por enquanto, porém, o cenário apresentado pela pesquisa é claro: Tarcísio de Freitas larga na frente e Haddad enfrenta o desafio de transformar uma diferença de 17 pontos em uma disputa competitiva pelo Governo de São Paulo.
